
Filipe Luís afirmou que Gabriel Milito provou na final da Copa do Brasil que o esquema com três zagueiros não se resume a uma postura defensiva. O Flamengo, sob o comando de Filipe, também tem mostrado nos últimos jogos que o sistema pode ser sinônimo de ataque.
"Hoje o Milito demonstrou para o Brasil que três zagueiros não é um sistema defensivo. Ao contrário, é um sistema muito ofensivo", disse Filipe Luís no último dia 10, após conquistar o pentacampeonato da Copa do Brasil. A declaração se referia ao Atlético-MG, que entrou em campo com Lyanco, Battaglia e Jemerson na linha de defesa. Curiosamente, o próprio Flamengo tem usado o sistema de forma ousada, como ficou claro nos últimos três jogos da equipe.
Volume ofensivo contra o Atlético-MG
Na vitória por 1 a 0 que garantiu o título da Copa do Brasil, o Flamengo não precisava se expor, mas mesmo assim igualou o Galo em finalizações: 19 a 19. O Atlético-MG, que necessitava vencer por dois gols para levar a decisão aos pênaltis, viu o Rubro-Negro ser dominante no segundo tempo, quando a equipe de Filipe Luís passou a atuar com três zagueiros – Fabrício Bruno, Léo Pereira e Léo Ortiz.
O Flamengo criou 13 das 19 finalizações no segundo tempo e se destacou em grandes chances: foram 8 a 2 no placar de oportunidades claras, sendo seis delas após a formação com três defensores. O desempenho ofensivo quebrou uma sequência de jogos em que o Rubro-Negro havia finalizado menos que o adversário, como no empate em 0 a 0 contra o Cruzeiro e na derrota no primeiro confronto da final da Copa do Brasil.
Domínio absoluto contra o Galo
Três dias após o título, o Flamengo voltou a enfrentar o Atlético-MG, dessa vez pelo Brasileirão, e novamente apostou no esquema com três zagueiros. A atuação no primeiro tempo foi uma das melhores do time sob o comando de Filipe Luís, com um impressionante placar de 14 a 2 em finalizações antes do intervalo.
O trio defensivo foi formado por Alex Sandro, Fabrício Bruno e David Luiz. Apesar de perder um pênalti no primeiro tempo, o Flamengo empolgou a torcida, que reconheceu o desempenho, mesmo com o placar final de 0 a 0. No total, foram 25 finalizações contra 16 do Galo, evidenciando o volume ofensivo da equipe, ainda que a falta de efetividade tenha sido um problema.
Eficiência e superação em Cuiabá
No duelo contra o Cuiabá, o Flamengo iniciou novamente com três zagueiros, alterando a formação: Alex Sandro manteve sua posição, mas Léo Pereira ficou na sobra, e Fabrício Bruno jogou mais aberto. Apesar de um primeiro tempo equilibrado, o Rubro-Negro dominou ofensivamente na etapa final, somando 14 das 19 finalizações da partida.
O gol adversário parecia trazer o velho fantasma do "quem não faz, leva", mas Bruno Henrique e Michael protagonizaram jogadas decisivas para que os jovens Guilherme e Matheus Gonçalves garantissem a vitória.
Preparação para o Fortaleza
O Flamengo agora se prepara para enfrentar o Fortaleza em confronto direto no Castelão. O técnico Filipe Luís terá desfalques e reforços: Fabrício Bruno, suspenso, é ausência certa, mas Léo Ortiz retorna após convocação pela seleção brasileira, e David Luiz, que enfrentou problemas de saúde, também estará disponível.
O desafio será mais uma oportunidade para Filipe Luís demonstrar como o sistema com três zagueiros pode ser uma ferramenta ofensiva, mantendo o equilíbrio entre defesa sólida e intensidade no ataque.
Fonte: GE
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